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Surto de Influenza B no Navio de Cruzeiro MSC Armonia

24/02/2012 Voltar para notícias    

1.  A vigilância epidemiológica do município de Santos, conjuntamente com o Centro de Vigilância Epidemiológica  da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – SES/SP, informaram ao Ministério da Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde, no dia 17 de fevereiro de 2012 a ocorrência do óbito de uma tripulante do navio MSC Armonia do sexo feminino e 31 anos, conseqüente a infecção respiratória aguda, que evoluiu com insuficiência respiratória durante a internação em unidade de terapia intensiva.

2.  Após investigação junto ao serviço médico da embarcação e aos serviços de saúde dos municípios de Santos e Guarujá, verificou-se que existiam mais 13 casos, entre passageiros e tripulantes, com quadro respiratório compatível com síndrome gripal (febre, além de tosse ou dor de garganta e outro sintoma gripal), dentre os quais 12 foram internados, apesar de não terem insuficiência respiratória, mas requererem observação e exames completares. Todos os 13 tripulantes ou passageiros que apresentaram algum sintoma tiveram amostras de secreção respiratória colhidas, além de amostras de sangue para identificação da etiologia da doença.

3.  No dia 20 de fevereiro de 2012, análise por PCR de secreção respiratória do caso índice e de mais 6 casos suspeitos de síndrome gripal, realizada no Instituto Adolfo Lutz – SES/SP , identificou a infecção por vírus Influenza tipo B, concluindo-se desta forma, tratar-se de um surto de Influenza.

4.  A Influenza ou popularmente gripe, é causada por três tipos de vírus (A, B, C), sendo o do tipo A o que mais comumente causa surtos e epidemias a exemplo da recente pandemia pelo H1N1 pandêmico 2009. O tipo C é menos freqüente e causa geralmente doença subclínica, não tendo impacto na saúde humana. O tipo B ocorre com menor frequência do que o tipo A, circula o ano todo, pode causar epidemias mais localizadas, porém, assim como o A, pode causar surtos.

5.  A manifestação clínica da grande maioria dos casos tanto de Influenza A como de B, evolui sem complicações, com cura espontânea em 7 dias, no entanto, raros casos podem evoluir para insuficiência respiratória, pneumonia, septicemia e óbito. A causa destas evoluções desfavoráveis é desconhecida, mas sabe-se que pessoas com determinadas comorbidades e gestantes tem maior risco, devendo portanto ser tratadas prioritariamente e de maneira diferenciada (ver anexo Recomendações).

6.
  No período de 18 de fevereiro até a data de hoje, a embarcação tem mantido informação da situação diária dos casos, tendo relatado a ocorrência de 9 casos suspeitos ao chegar em Montevidéu – Uruguai e de 7 casos suspeitos ao chegar à Argentina. Todos os casos identificados nesses países evoluíram sem complicação e os casos inicialmente internados em Santos também já tiveram alta.

7.  Considerando o retorno do navio para o Brasil, Porto de Santos, na próxima segunda- feira, 27 de fevereiro, e o conhecimento da existência do surto por Influenza B, além das ações já estabelecidas pelo serviço médico do MSC Armonia, com tratamento dos sintomáticos com oseltamivir (inibidor de neuraminidase), isolamento dos doentes por 5 dias e a instituição de medidas de prevenção primária (etiqueta respiratória, desinfecção das mãos, uso de álcool gel, entre outras) a Secretaria de Vigilância em Saúde, a Anvisa e o Centro de Vigilância Epidemiológica – SES/SP recomendam ações adicionais (ver anexo - Recomendações) para o controle do surto.

8.  Estas recomendações seguem padrões internacionais para o melhor controle de surtos de Influenza em cruzeiros e visam fundamentalmente:

a) com o tratamento dos doentes: reduzir sintomas e a freqüência de complicações;

b) com instituição de quimioprofilaxia: reduzir a infecção por Influenza B de pessoas que podem ter maior risco de complicações;

c) informar pessoas que tem maior risco de ter complicações e que, se não tiverem, sido vacinadas no último ano, não devem se expor ao risco da infecção e

d) eliminar o surto no navio MSC Armonia.

9.  A Secretaria de Vigilância em Saúde, conjuntamente com a Anvisa,  o Centro de Vigilância Epidemiológica – SES/SP  e a Vigilância do Município de Santos garantirão o abastecimento do oseltamivir necessário para tratamento e quimioprofilaxia e manterão o monitoramento do evento e a verificação das medidas a serem adotadas.


       Veja aqui as recomendações frente aos casos de Influenza B no Navio de Cruzeiro MSC Armonia

 
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